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Por Adhemar Juan
Hoje em dia, com a já conhecida escassez do petróleo e as preocupações ambientais, muito tem se investido em combustíveis renováveis e que não agridam tanto a natureza.
O biodiesel pode ser produzido com gorduras animais, ou com óleos vegetais, o que é mais comum. Os mais utilizados são os óleos de mamona, girassol e soja. Esse combustível pode ser utilizado em vários níveis, desde uma pequena porcentagem presente no diesel comum, a partir de 2%, o B2, até 100% dele puro, chamado de B100.
De acordo com a Lei a nº 11.097, o biodiesel é um “biocombustível derivado de biomassa renovável para uso em motores a combustão interna com ignição por compressão ou, conforme regulamento, para geração de outro tipo de energia, que possa substituir parcial ou totalmente combustíveis de origem fóssil”.
Segundo o portal do biodiesel, do governo federal, o processo mais utilizado para a obtenção do combustível é a Transesterificação. É baseado em uma reação química obtida através de um catalisador, dos óleos vegetais ou das gorduras animais, com o etanol ou o metanol. Dessa forma também é obtida a glicerina, um dos produtos resultantes dessa etapa.
Apesar de biologicamente correto, o biodiesel foi motivo de polêmica na última semana. O motivo seria que a adição obrigatória no diesel comum, quantia de 5%, prejudicaria a qualidade do produto. Segundo a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis), essa adição causa a proliferação de bactérias, alterando a consistência do diesel. As distribuidoras do combustível pediram uma análise para a ANP (Agência Nacional do Petróleo), e enquanto a questão não for esclarecida, o Sindcom (Sindicato dos Distribuidores de Combustível), quer que o governo evite aumento na proporção de biodiesel adicionada, segundo o vice-presidente do sindicato, Alísio Vaz.
Nova tecnologia
Recentemente, a Mercedes iniciou um teste, em São Paulo, com um tipo de diesel feito a partir da cana-de-açúcar. Inicialmente é feita uma mistura de 10% ao combustível, e essa quantidade será aumentada gradualmente, para verificar o desempenho.
Esse novo combustível, desenvolvido pela empresa Amyris, não chega a ser classificado como biodiesel, pois tem as mesmas propriedades necessárias do diesel feito de petróleo, com a diferença que não contém os poluentes, como o Enxofre, por exemplo, ou seja, é biodegradável, além de renovável. O processo de fabricação é semelhante ao do álcool, no qual são usadas leveduras (fungos) para a fermentação dos açúcares que estão na cana, para separar o etanol. A Amyris modificou o DNA da levedura, conseguindo assim obter diesel, ao invés de álcool.
Leia também na seção Entrevista a conversa com o Francisco Nigro, coordenador do Biodiesel São Paulo.
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