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Test-drive: Chevrolet S10 Rodeio

- postado em 17/10/2011 - às 16:17

Andamos na picape que apesar de 15 anos de mercado ainda é líder do segmento

A Chevrolet está ciente da defasagem da S10 no mercado brasileiro. E, por mais que a picape produzida na cidade paulista de São José dos Campos seja líder em seu segmento – e carregue a “experiência” de 15 anos –, a marca norte-americana nem pensa em perder participação no nicho.

A última e importante mudança na linha havia ocorrido em 2007, quando entrou em cena a motorização flex. Dessa vez, para que as vendas se mantenham aquecidas até a chegada da próxima geração do modelo, prevista somente para 2012, a recém-lançada versão Rodeio cabine dupla tem a responsabilidade de não deixar cair a atual média de 3.516 unidades emplacadas por mês.

A configuração, que tem óbvia inspiração marqueteira no universo rural, chegou para substituir a antiga S10 Tornado, antes oferecida somente com o motor diesel 2.8. Já a Rodeio chega em três variações – 2.4 Flex 4X2, 2.8 Turbodiesel 4X2 e 2.8 Turbodiesel 4X4 –, oferecidas por R$ 66.025, R$ 89.366 e R$ 95.541, respectivamente.

A intenção da Chevrolet, com preços tão distintos, é mesmo ocupar desde a faixa de entrada até a casa dos R$ 100 mil. A versão “basicona” da Rodeio, que equivale a 12% das vendas da configuração, chega de fábrica com triviais ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, regulagem de altura do volante, vidro traseiro corrediço, airbag duplo, freios com ABS e diferencial traseiro com escorregamento limitado.

Para se diferenciar de outras versões, a Rodeio já sai de fábrica com adereços como faróis com máscara negra, lanternas traseiras fumê, estribos laterais, soleiras nas portas, rodas de alumínio de 16 polegadas e rack de teto.

Como aliado, a versão de entrada da Rodeio tem um bom custo/benefício. Bate com a igualmente defasada Ford Ranger Cabine Dupla 2.3 a gasolina 4X2, oferecida por R$ 63.330, mas que oferece de série apenas itens como ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico. Já as versões de entrada com cabine dupla de outras marcas, como Nissan e Toyota, brigam em um nicho acima dos R$ 80 mil, sempre com motor a diesel. A Nissan Frontier XE 2.5 4X2 turbodiesel cabine dupla, por exemplo, começa em R$ 83.990. Já Toyota Hilux STD 4X2 a diesel cabine dupla inicia em R$ 90.450.

A S10 Rodeio chega, em sua configuração mais básica, oferecendo o mínimo de conforto e segurança. Outra vantagem é que a picape da Chevrolet ainda conta com uma rede de 600 concessionárias espalhadas pelo Brasil, diferentemente das concorrentes, que não são tão presentes. Com muitos pontos de venda, a Chevrolet abrange praticamente todo o mercado nacional. Inclusive os rincões distantes dos grandes centros, mas prósperos graças ao agronegócio – indisfarçavelmente o alvo preferencial dessa versão.

Imaginação não foi um recurso largamente utilizado pela Chevrolet quando resolveu criar a versão Rodeio. É que de diferente de outras versões em termos estéticos, a configuração só traz mesmo adesivos colados nas laterais e previsíveis conjuntos óticos escurecidos. Até a nomenclatura “Rodeio” já foi utilizada em uma série limitada da picape lançada em 2005.

Dessa forma, não é novidade esperar um interior já conhecido, com um quadro de instrumentos bastante datado, sem grafismos modernos. O painel, aliás, é um regresso à década de 90. Só que, apesar do aspecto ultrapassado, a S10 tem gratas surpresas que “evoluíram” em 15 anos de mercado. Como uma suspensão bem acertada e um propulsor eficiente. A unidade de força do modelo testado, um 2.4 litros Flexpower, proporciona até 147 cv de potência, quando abastecido com etanol, e é capaz de tirar da inércia os 1.680 kg da picape com certa agilidade. Tanto que o torque máximo de 21,6 mkgf é despejado nas rodas logo aos 2.800 rpm – o que comprova a vocação da S10 nas retomadas e em situações mais extremas como ladeiras.

Na estrada, a sensação de flutuação começa a ser sentida quando o velocímetro chega perto dos 120 km/h. A partir de tal velocidade, o motorista tem de começar a fazer pequenas correções e estar atento a curvas mais severas, já que a suspensão traseira passa a jogar lateralmente – principalmente com a caçamba vazia. Com alguma carga na caçamba, a S10 Rodeio fica bem mais “no chão”.

Em termos de equipamento, o motorista está servido com o básico do que a picape da Chevrolet oferece: segurança assegurada por freios ABS, faróis de neblina, diferencial com escorregamento limitado e airbags dianteiros, e conforto proporcionado apenas por ar-condicionado, trio elétrico e alarme. Os “extras” estão representados pela ornamentação composta por capota marítima, bagageiro de teto e rodas de alumínio.


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